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  • Luo Pan

Mente Zen, mente de principiante.

Atualizado: 30 de Mai de 2018

Não é segredo pra ninguém que a cultura oriental me atrai. Leio e estudo cada uma das pérolas de sabedoria dessa cultura que se coloca de alguma forma em meu caminho, e hoje gostaria de compartilhar um texto que acredito ser sempre muito pertinente para a nossa qualidade de vida como seres sociais que somos. O texto foi extraído do livro "Mente zen, mente de principiante”, de Shunryu Suzuki.

Se você não é budista, nem nunca leu ou teve contato com ensinamentos da doutrina, pode não compreender os nomes dos mantras que ele cita, ou o que é Zen, ou ainda pode não entender o que ele quer dizer com “práticas”. Mas o ponto principal do texto é relativamente simples de se compreender, principalmente se levarmos os conceitos para a nossa realidade diária.

"MENTE ZEN, MENTE DE PRINCIPIANTE. As pessoas dizem que é difícil praticar Zen, mas há um mal-entendido quanto ao “porque”. Não é difícil porque seja árduo sentar-se de pernas cruzadas ou atingir a iluminação. É difícil porque é árduo manter a mente pura ou a prática pura em seu sentido fundamental. A escola Zen desenvolveu-se de muitas maneiras depois de estabelecida na China mas, ao mesmo tempo, tornou-se cada vez mais impura. Contudo, não é sobre o Zen chinês ou sobre a história do Zen que eu quero falar. O que me interessa é ajudar você a manter sua prática livre da impureza. No Japão, dispomos do termo shoshin, que significa “mente de principiante”. Suponho que você recite o Prajna Paramita Sutra uma só vez. Poderia ser uma boa recitação. Mas o que lhe acontecerá se o recitar duas, três, quatro ou mais vezes? Você poderia facilmente perder sua atitude original em relação a ele. O mesmo acontecerá com suas outras práticas Zen. Por algum tempo você manterá sua mente de principiante, porém, se continuar a praticar um, dois, três anos ou mais, embora você possa melhorar em alguns aspectos, é possível que perca o sentido ilimitado da “mente original”. Para os estudantes do Zen, o mais importante é não serem dualistas. Nossa “mente original” inclui em si todas as coisas. Ela é sempre rica e autossuficiente. Você não deve perder esse estado mental autossuficiente. Isto não significa uma mente fechada e sim, na verdade, uma mente vazia e alerta. Se sua mente está vazia, está pronta para qualquer coisa; ela está aberta a tudo. Há muitas possibilidades na mente do principiante, mas poucas na do perito. Se você discrimina demais, você se limita. Se é exigente ou ambicioso em excesso, sua mente não é rica nem autossuficiente. Se nossa mente perder sua autossuficiência original, todos os preceitos se perderão. Quando sua mente se torna exigente, quando você anseia por algo, você acaba por violar os preceitos: não mentir, não roubar, não matar, não ser imoral e assim por diante. Se você conservar sua mente original, os preceitos se manterão por si próprios. Na mente do principiante não há pensamentos do tipo “eu alcancei algo”. Todos os pensamentos egocentrados limitam a vastidão da mente. Quando não alimentamos pensamentos nenhum de conquista, nem pensamentos egocentrados, somos verdadeiros principiantes e podemos então aprender alguma coisa de fato. A mente do principiante é mente de compaixão. Quando nossa mente é compassiva, torna-se ilimitada. O mestre Dogen, fundador da nossa escola, sempre enfatizou a importância de preservar nossa mente original ilimitada. Com ela somos verdadeiros conosco, estamos em comunhão com todos os seres e podemos, de fato, praticar. Assim, a coisa mais importante é manter sua “mente de principiante”. Não há necessidade de ter uma profunda compreensão do Zen. Mesmo que você leia muita literatura Zen, deve ler cada frase com uma mente virgem. Nunca deve dizer: “Eu sei o que é Zen” ou “eu atingi a iluminação”. O real segredo das artes também é esse: ser sempre um principiante. Seja muito cuidadoso nessa questão. Se começar a praticar zazen, você começará a valorizar sua mente de principiante. Este é o segredo da prática do Zen. "

É claro que algumas coisas vão falar mais diretamente com uns, e não tanto com outros, mas a reflexão sobre o estado da mente pura é, no meu entendimento, de extrema importância para viver uma vida mais feliz aqui na Terra. Ás vezes fazemos, pensamos, sentimos, agimos em tudo tão repetitivamente por tanto tempo (por anos até), que perdemos a pureza da mente, e deixamos de aprender algo novo extremamente importante para cada momento da nossa vida...caímos no automático, no pré concebido. A vida é feita de fluxos, do ir e vir, do ganhar e perder, do nascer e morrer... Nosso corpo físico está aqui o tempo todo para nos mostrar isso. Seguir íntegros no fluxo é o natural da nossa essência, basta nos permitirmos sentir e ouvir nosso silêncio interior. Então, deixo aqui um convite: Que possamos durante os próximos 30 dias, abrir nossas mentes e corações para tudo que a vida nos traz e leva com a mente de principiante: pura, “vazia” e alerta!! "Há muitas possibilidades na mente do principiante, mas poucas na do perito."


Renata Ayra é daquelas curiosas da vida, fã de viagens, cinema, música e arte. Apaixonou-se cedo pela cultura e ciências orientais, tanto que fez disso profissão. E como gosta de compartilhar o que aprende, de vez em quando se mete a escrever umas letrinhas aqui e alí.


Renata Ayra - Feng Shui, Astrologia Chinesa, Programação Neurolinguística, Meditação e Autoconhecimento http://www.luopanconsultoria.com / renata@luopanconsultoria.com​

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